domingo, 2 de dezembro de 2007

Razão versus Instintos

É interessante como sempre o prazer é sempre censurado, reprimido. Desde o início da sua vida, quando você não tinha idade suficiente para saber o que significava prazer e censura, os outros se encarregavam de fazê-lo para você.

O filho do dentista que ontem apanhou do pai por ter chego em casa com uma bala entre suas mandíbulas é hoje o gordinho que está de dieta há cinco anos mas leva sempre uma barra de chocolate no bolso; e a menina que nunca esqueceu o olhar de sua mãe ao vê-la masturbando-se no banco de trás do carro, é hoje a freira solitária que se consola, se me permitem o trocadilho, com seu crucifixo. Ambos continuam sendo aquelas crianças, mas agora que são adultos, escondem seus prazeres dos outros.

Os instintos e a razão vivem em uma constante luta, e como civilizados que somos, reprimimos o primeiro.

O que eu acho mais interessante, é que aquele cara civilizado que implodiria para não dar a gafe de soltar um peido em uma reunião de negócios é o mesmo filho da puta que rouba o próprio país. Um conceito de ética um tanto quanto distorcido, não acham? Mas é o instinto de sobrevivência na selva. Lei do mais forte. Quais são então, os verdadeiros instintos que devemos reprimir?

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